Silvia Luchetta
Silvia Luchetta é uma figura de memória histórica em Jesolo, cidade italiana marcada por histórias pessoais e comunitárias. Trabalhou como enfermeira na ala COVID-19 do hospital local.
Durante os primeiros meses da pandemia, cuidou de doentes num sistema de saúde sob forte pressão. Silvia tinha quarenta e nove anos quando morreu. Na unidade de cuidados intensivos, procurava manter uma ligação humana com pessoas entubadas. Usava cartazes para transmitir atenção e esperança aos doentes. Mensagens simples perguntavam se estavam bem ou informavam que um filho tinha telefonado.
A dedicação de Silvia tornou-se conhecida em Jesolo, no Véneto e noutras partes de Itália. Ela foi encontrada morta junto ao rio Piave. Depois, o seu túmulo recebeu objetos, rosários e lembranças pessoais. Esses sinais de homenagem revelam a marca deixada pelo seu trabalho na comunidade. Um furto desses objetos provocou dor na família e indignação pública. Após o furto, o presidente da Região do Véneto e o presidente da Câmara Municipal de Jesolo manifestaram solidariedade à família. Os pais de Silvia receberam apoio da comunidade. A sua memória associa Jesolo ao compromisso e à humanidade dos profissionais de saúde durante a pandemia.
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