Else Hanau
Na Alemanha, a pequena pedra memorial Else Hanau guarda a lembrança de uma vida atravessada pelo século XX. Diante dela, você encontra a história de Else Alexandra Mayer, nascida em Chicago na década de 1880. A trajetória familiar passou por diferentes continentes, entre buscas por segurança, esperanças e fuga da perseguição nazista.
Else se casou com o banqueiro Adolf Hanau e viveu com a filha Lotte e a mãe viúva, Babette. Na década de 1930, as leis raciais e a violência nazista destruíram a segurança cotidiana da família. Nem o batismo católico protegeu Else da exclusão, do medo e da ameaça de deportação. Em Berlim, a casa reunia parentes e memórias, mas também escondia a preocupação constante com prisões.
No início da década de 1940, familiares foram presos, deportados ou obrigados a fugir para o exterior. Ao receber da Gestapo a convocação para a chamada “evacuação”, Else tirou a própria vida. Ela morreu em junho de 1942, e a pedra mantém visível uma história pessoal por trás das estatísticas do Holocausto.
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