Villa Betty
Villa Betty fica em Amsterdã-Oeste, dentro de um jardim entre a Overtoom e o Vondelpark. A casa está mais perto do parque do que da rua e quase não aparece para quem passa. A construção começou no século XIX, com tijolos sobre uma base de pedra natural. Peter Laarman projetou o edifício para os comerciantes de tabaco Franciscus e Petrus Smithuijsen. A fachada combina ecletismo, elementos de chalé, Jugendstil, frisos, pedras angulares, pedras de fecho e tijolos trabalhados. A villa é reconhecida como monumento nacional por seu valor arquitetônico, cultural e paisagístico.
O interior reúne ambientes com referências neerlandesas, francesas, árabes, chinesas, inglesas, imperiais e de Mechelen. Uma decoração de teto veio de um imóvel comercial da Warmoesstraat. Eduard Adolph Lehmann transformou vários espaços com arquitetos como Gerrit van Arkel, Jos Cuypers e D.F. Slothouwer. A villa recebeu artistas como George Hendrik Breitner, Isaac Israëls e Hendrik Willem Mesdag. Clara Betty von Hunteln deu nome à casa, que também recebeu um portão, uma estrebaria e uma cocheira. Betty viveu ali até 1980 e permaneceu ligada à identidade do bairro. Seu segundo marido, Cornelius Ubbo Ariëns Kappers, morou na villa e atuou na pesquisa cerebral neerlandesa. Durante a Segunda Guerra Mundial, Kappers falsificou declarações arianas e ajudou judeus a evitar a deportação. O terreno inclui uma quadra de tênis e uma ponte sobre um lago, também monumento nacional. Villa Betty serviu como locação do filme Brandende liefde, dirigido por Ate de Jong.
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- Amsterdam
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