Monumento a la Patria
Em uma rotatória movimentada do México, o Monumento a la Patria envolve o tráfego com curvas de pedra cobertas de imagens. São mais de trezentos relevos talhados à mão. O conjunto inteiro funciona como um livro de história aberto ao ar livre. Se você circula pelo anel, as cenas passam como capítulos de uma única narrativa.
O escultor colombiano Rómulo Rozo dedicou onze anos à obra, concluída em 1956. Os relevos partem da fundação de Tenochtitlán e avançam pelo século XX. A Revolução, a expropriação do petróleo e a voz do México na Segunda Guerra Mundial ganham cena própria. No centro, uma figura maia imponente usa joias tradicionais e sustenta um olhar tão firme quanto a pedra. Na base, os emblemas de todos os estados e territórios cercam uma fonte que representa o lago de Texcoco. Esse lago é o berço lendário do país.
De perto, jaguares, pássaros e a ceiba, a árvore da vida, trazem a mitologia maia para a superfície. Herança indígena e europeia aparecem lado a lado, num encontro de culturas que tem a unidade como tema. O lugar continua ponto de encontro: gente que comemora, protesta ou apenas faz uma pausa para refletir. E lá no alto, sobre as trezentas cenas, a bandeira nacional tremula, ligando o passado ao presente.
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- Mérida
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